terça-feira, setembro 23, 2008

Zoo 2008

Após uns largos anos sem visitar o Zoo de Lisboa eis que tomei a decisão de retornar e para grande surpresa minha a experiência foi bastante positiva.
Os espaços os animais, tudo está tão diferente, com muito melhores condições para os animais que vivem neste grande espaço. Sei que muitas pessoas não concordam que os animais vivam em cativeiro mas não nos podemos esquecer que muitos deles já só existem em cativeiro e outros têm mais hipóteses de sobreviver nestes espaços. O Zoo de Lisboa tem feito um trabalho que deve ser levado mais a sério por todos nós.
Deixo algumas das fotos que tirei , acreditem foram umas 800!, como não posso colocar todas espero que gostem deste cheirinho :).

Um abraço a todos!

Sérgio Minhós









segunda-feira, setembro 15, 2008

Avante 2008

Oficialmente, visito a festa do Avante à quatro anos e cada ano que passa as minhas expectativas são superadas e o bichinho da festa ocupa-se de me fazer voltar sempre por mais.
Deixo um cheirinho das fotos que tirei no último dia de visita, um cheirinho das que mais gostei.
Espero que sejam do vosso agrado e apesar de não ser do partido aconselho vivamente a visitarem esta Grande Festa :).

Sérgio Minhós






























domingo, agosto 03, 2008

Ferramentas de som...

Em Janeiro mostrei as minhas duas companheiras na fotografia, hoje, mostro as minhas companheiras na música. Em tempos consumia bastantes horas a compor letra, musica e arranjos para resultarem em músicas para "cantores de chuveiro" como eu, hoje a falta de tempo e alguma falta de inspiração fizeram-me arrumar o caderno numa prateleira. Há uns meses tomei a decisão de voltar a estudar música e adquiri uma guitarra eléctrica para juntar à minha viola acústica e clássica. Esta ultima não mostro pois está pronta para a reforma;). Um dos meus sonhos será adquirir também uma guitarra Portuguesa e dedicar-me a aprender essa arte que tanto estimo. Espero ter tempo de satisfazer todos meus os desejos antes de deixar este Mundo :).
Um abraço a todos!

SM

Regresso

Foi à custa de muito suor que alcancei o último ano de uma das minhas duas licenciaturas, em 2010 se tudo correr como o previsto termino a minha segunda licenciatura. Depois de mais ou menos dez anos sem estudar acreditem que é bastante duro trabalhar e ainda arranjar tempo para dedicar aos estudos e a tudo o resto que vem por acréscimo na nossa vida. Enfim, a experiência profissional conta mas muito pouco, nos tempos que correm quem não tem pelo menos uma licenciatura não se safa ( pelo menos fora de Portugal ). Agora vou ter mais tempo para me dedicar a todas as coisas que me completam como ser Humano, a fotografia, a música e a escrita.
Já me apercebi que o meu blogue passa muito ao lado da maioria dos mortais mas é bom estar de volta :)!

Um abraço!

SM

sábado, julho 19, 2008

Viagens de um sorriso

As minhas lágrimas escorrem para o Mar
fundem-se com ele.
Como irmãos de sangue
passamos a partilhar todos os sentimentos.
Há sempre aqueles que me mastigam
apenas pelo prazer de o fazer
no fim
deitam-me fora como lixo,
sem sabor
sem vida.
Na areia,
as pessoas fingem não me ver
pisam-me com desprezo.
A minha cabeça anseia explodir
com tantas palavras disparadas
em todos e de todos os sentidos,
violentas,
sem escrúpulos!
Umas fazem ricochete
outras afundam os meus sonhos.
As minhas raízes,
percorrem quilómetros em busca da tua água que nunca mais chega
As minhas folhas,
tombaram num duelo pela sobrevivência nesta estação seca de emoções.
É sempre o meu corpo aquele que cede,
o Mar esse,
permanece inalterável e incontornável.

Onde está a chama da paixão?
Para onde viajou o meu sorriso?


19-07-08
(Sérgio Minhós)

terça-feira, julho 08, 2008

Ausência

A vida, ás vezes, é feita de prioridades e neste momento a minha é terminar a Faculdade e como tal chegou a época das frequências para fechar mais um aninho e cá estou eu a estudar...
Um abraço a todos os que sentem a minha falta ;)
Desejem-me muita sorte :)

SM

quarta-feira, maio 07, 2008

O Falso Adulto

Faz anos que brinco aos adultos
apenas para me sentir integrado
num mundo dominado por seres sedentos de poder.

Esqueci
como é maravilhoso a imaginação de criança,
criar mundos feitos de nada,
travar batalhas de faz de conta,
cruzar universos de algodão doce e berlindes,
voar num avião de papel,
ser Rei num castelo de areia.

Vamos todos fingir que somos adultos
mas brincar sempre como crianças.


(Sérgio Minhós)
07-04-08

domingo, abril 27, 2008

Aspirações

Escrevo para que as palavras me levem
me desmaterializem.

Quero ser a voz do vento,
o canto no silêncio da noite,
o reflexo numa gota de orvalho,
o sonho quando dormes,
o sorriso do tempo.

Quero ser matéria sem matéria,
grão de areia sem praia,
choro sem lágrimas,
Sol sem Lua,
estrela sem Mar.

Lentamente,
afogo-me sem água numa execrável existência,
as palavras pesam de tal forma que me arrastam para o fundo.

No final,
espero encontrar-te
ou talvez desvanecer como as letras que escrevi.


27-04-08
(Sérgio Minhós)

quarta-feira, abril 23, 2008

Mar de Lua

Desenhei palavras de amor na areia
na esperança de que as lesses ao regressares
com a subida da maré
Essas mesmas palavras de amor
misturaram-se com a espuma branca e cintilante,
vítimas da tua indiferença,
para todo o sempre se perderam.
Toda a expectativa alcançada em todos aqueles anoiteceres
em que os nossos corpos pareciam unir-se
na imensidão do Mar
foi estilhaçada como um espelho velho e gasto.
Como poderia eu alguma vez acreditar que Sol e Lua
seriam um só.

Os sonhos vêm e vão tal como o Mar que vem beijar o imenso areal
e recua como um adolescente embriagado pela paixão
Os sorrisos dão lugar ás ausências
o meu olhar à solidão.

22-04-08
(Sérgio Minhós)

terça-feira, abril 15, 2008

Transparente

Sinto-me oco
despido dos meus interiores
só.
O Universo é o meu Mar e as estrelas os seus habitantes.
Tempestades cósmicas que se desencadeiam em mim
denunciam um incontrolável desejo de te ver mais uma vez
Quando olho para ti
o preto e branco que todo o mortal comum alcança
é traduzido em cores divinas que me deslumbram
e me roubam a noção de espaço e tempo.
Só eu vejo o teu arco-íris
cada uma das tuas cores desconhece adjectivos
para descrever a sua beleza.
Num acto inundado de saudade
estendo a minha luz na esperança de iluminar o teu sorriso
pintar o teu olhar,
o teu doce olhar
sinto todo o meu corpo em movimento mas não alcanço lugar algum.
Cansei de esperar pelos nossos eclipses
tão escassos e absurdamente breves
onde tudo implora por mais
sempre mais.

Quero o que todo o Humano deseja mas os Astros não alcançam
consumar desejos
testemunhar vontades
abraçar amores.

...se a Lua me quiser
serei eternamente o seu Sol.


(Sérgio Minhós)
04-04-08

sexta-feira, março 21, 2008

Encontros e Desencontros

Ao contrário dos outros dias,
normais
vulgares
hoje não me recolhi.
Passei a noite a contemplar a beleza da Lua,
escondido sob um manto de estrelas para não ser descoberto.
Havíamos trocado juras de amor eterno em tenra idade.
Cedo descobrimos que caminhos diferentes nos impediriam de permanecermos juntos.
Sempre vivi no inconsolo de nunca ter provado os lábios da Lua.
Um dia à conversa com uma Fénix tomei conhecimento de que o rumo da minha natureza peculiar poderia ser contrariado
pois tal como as estrelas,
também eu sou uma
o Sol.

As noites passaram a ter um novo brilho,
permaneço oculto,
adorando e amando o maravilhoso olhar da Rainha dos Astros.

(Sérgio Minhós)

domingo, março 09, 2008

Consciência

No meu coração
o pedaço ao qual pertences
está ocupado por uma pedra que vai crescendo com o decorrer dos anos,
simbolizando uma consciência negra
fria
triste.
Fantasmas do passado que me assombram a cada recordar.
Sou como um malmequer
permito-me arrancar as minhas pétalas
na esperança de que a última me traga a resposta que procuro.
Algo que ajude a perdoar-me a mim mesmo e a ti por actos menos dignos
que me permita recuperar o que à tanto tempo deixei escapar da minha vida.
A possibilidade de ser verdadeiramente feliz?
Talvez. Não sei.

Tal preciosidade já não me pertence.

(Sérgio Minhós)
21-12-06

quinta-feira, março 06, 2008

Voo Descendente

A estrada é a areia movediça em que me afundo
e me impede cada vez mais de ver o horizonte.
Caminho e perco a imagem dos meus pés,
joelhos,
cintura.
Será a vida um eterno caminho labiríntico sem saída?
Vazia?
Quero ver o Sol,
sentir os seus braços a apoiar-me,
sentir o seu sorriso e a serenidade propagada pelo seu calor
quero caminhar em direcção à sua luz
vestindo a pele de um Icarus diferente,
sem obsessões,
sem ser indiferente aos outros.

Um ser que sofre, que sorri, que chora, que deseja, que ama.
Um ser que sente.

(Sérgio Minhós)
17-01-08

domingo, fevereiro 17, 2008

Abraço do escuro


Velhos tempos,
passava dias, horas, minutos, segundos!
A projectar o mesmo filme na minha cabeça.
Cobria-te com o cheiro das flores da época,
de pequenos e calorosos toques labiais,
provava o néctar da tua pele.
Perdia-me a contemplar com júbilo
o meu reflexo no espelho natural dos teus olhos,
o único lugar onde poderia alguma vez ter brilho.
O descobrir,
o aprender
o viver as coisas intensamente.
O beber o prazer até à exaustão.
Não sobrou muita coisa para fazer senão todas aquelas coisas
que nos roubam os anos
a esperança
e nos matam lentamente.
O belo e o feio adquirem novos contornos.
Confuso
tento arrumar tudo
separar passado, presente e futuro
mas acaba tudo na mesma gaveta.
Prefiro fechar tudo à chave e esperar sem expectativa
o abraço do escuro.

Durmo, durmo, durmo...

(Sérgio Minhós)
27-11-06